quarta-feira, 10 de julho de 2013

"Onde descanso minha cabeça é o meu lar"

Sinto como se tivesse perdido meus poderes. Ou seriam, minhas forças?! Como se tivesse perdido algo de mim mesmo, que nem sei se um dia cheguei a ter. Força eu? Quem sou eu pra falar disso. Quem sou eu para fazer um discurso, o discurso de alguém que perdeu suas virtudes. Como posso me apossar de algo de alguém o qual nunca fui. Infelizmente, não posso. Mas sinto. Sinto como se estivesse sem uma parte importante, como se tivesse perdido algo que era bom em mim.

Não sei do que se trata nesse momento. Estou me repetindo tanto. Isso me chateia. Tanto.

As vezes eu simplesmente clico para guardar. Tenho medo de perder tudo, de achar ruim, de não querer, e não ter para lembrar. Pois fala tanto sobre mim, por mais que o seja "está" de uma forma como eu nunca conseguirei estar. Isso significa algo, precisa.

Será que nós queremos apenas reviver as canções "perdidas" ou de repente somos nós que estamos perdidos neste instante? E aqueles dias parecem seguros, dias inconstantes que agora parecem ser de alguém forte. Será um sopro daquilo que você gostaria agora?

Como se as voltas não te deixam ver. Os lugares são voltas e mais voltas, que te usam, te sugam, e não te deixam ninguém. Alguém para estar ao seu lado e dizer...qualquer coisa. Todas aquelas coisas. Necessárias. No fundo, são só os sons externos, ou não. Porque eu posso sentir também o toque. A boca, também. Isso se torna algo que não poderia ser, algo como eu. E agora? Eu apenas espero, peço ajuda - e espero. Como se fosse eu a força e a razão disso tudo. Como se houvesse escolha ou razão.

Como se as lembranças fossem isso... isso que elas são. Como se elas abrissem, tudo isso, todos esses gritos e sentidos. Essas forças e desejos. Esses desalentos e confortos, cada vez mais distantes e profundos. Como se eu precisassse correr para escolher. E esperar para fazer certo. Talvez seja esse motivo, quem sabe seja por isso que eu estou rouca assim. E tudo isso, é o que é. E cada vez mais, mais e mais, como um sino atordoante de algo que eu não posso sentir. É mais difícil assim. Eu lembro de algumas coisas, mas o que eu devo, não está aqui.
Eu não estou aqui.

É um cerco, minha cabeça, meu coração, meus pés, minhas mãos, não sentem mais ao redor, ou respondem a qualquer estimulo. Ela está sem pouso. E agora, onde está aquela doçura, se não aqui perto. Tão próximo quanto fosse possível, tão parando e violentamente chegando como deveria ser. Cade tudo que um dia esteve aqui desse lado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário