quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Source d'inspiration constante

Os sons feitos com a boca, as pausas para auto entendimento em meio ao espetáculo, as palavras, a postura vanguarda. Vejo-a por lentes de lomographya e sinto-a como a calma.

Não é algo para ser generalizado, apenas alguns artistas específicos, source d'inspiration constante. Dois únicos deste genero, para ser exata. Dedico especialmente a Thiago Pethit e Tiê; Porque o que eu gosto da MPB são as composições.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

domingo, 12 de dezembro de 2010

Paz

Ouço o barulho da chuva, com ele a contemplação da minha paz. Como se não houvesse mais nada. Só a luz baixa, minha xícara na mão, e o som. Minha liberdade sendo ela dentro do meu refugio e ainda sendo liberdade. Como se o valor dela, fosse o que eu sinto.

Não há o que dizer, como expressar a paz da minha alma em um dia como esse. O dia em que o que eu sinto em sintonia adequada com o que real dissemina-se no ar, no tempo, no momento. No que vive fora e no que respira em mim.

Minha mente está em contradição, mas eu estou em paz. Sem conseguir dormir bem, com a mente rodando, ainda assim, o hoje, foi mandado como um doce presente. Sobre mim ele está causando efeitos, intensamente grandes. Me destornando e tornando, apesar de ver muitas coisas, foca-se principalmente em ver algo em mim..

Mas, não me peça o que, eu só vejo... mas ainda é muito nublado como o dia hoje. Então eu só vejo e sinto, mas ainda não sei.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Telescope - a billion pieces

Tudo esta feito. Você só espera... Espera que o telescope não esteja quebrado. Espera que haja fragmentos. Que a ação, mesmo que passada tenha causado uma reação. Espera que algo maior exista.

Como sentir um tremor a cada deslocamento do pensamento, a cada palavra ou nome que é cuspido e que chega pulsante. Uma convergencia que censura, causa comparação com cada poesia ou apreciar de cena. Como se tudo isso fosse feito pra atingir, unicamente você. Exclusivamente, para causar um alvoroço nas suas borboletas, agora lagartas.

Uma madrugada e a confirmação de que tudo esta aqui. Estancado apenas para mim mesmo enxergar. A madrugada me devolveu a calma que se foi junto a você. Mas agora, não é como antes, a mesma intensidade das lembranças é também da minha anscia. Minha pressa de agir; Destruir antes que cresça.

Porêm ainda assim, por fim, fomos só o que ouviu-se dos outros falar. Sem falas, com todo o silêncio, ficamos sem tempo para ser qualquer outra coisa melhor. Fomos breves. E minha culpa é, ordinariamente, maior do que posso descrever. Em um bilião de pedaços, eu mesmo uma, duas vezes quebrei meu coração.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Breve

"Há velhas coisas e, novas também que não intendo... em meio a isso, ainda há também eu, cansada de mim mesmo. [...]"

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Telescopes - O fim

Não importa o que tenha acontecido, o que você tenha feito. Concerteza haverá consequencias, e você, obviamente pagará com sua própria auto-dilaceração por isso. Mas não importa o quão irreversível seja, você pode fazer algo, não se pode cair e não aprender que os machucados são doloridos, demoram a cicatrizar, mais ainda a sair - se saírem. Alguma coisa você aprende, isso tornar-lhe melhor, ou, o traz a ser o que era.

Muito mais eu poderia dizer, mas eu mesmo estou detendo minhas forças em outra coisa, não quero, nem consigo tentar dizer mais nada! É só que, eu reconheço o fim quando vejo um. Mesmo com o telescopes embaçado. O tempo me enscinou que é muito mais pratico ser frio nas palavras. É mais pratico tratalas praticamente. Por isso não me importa, se me pedirem se está tudo bem, eu direi sim!

Não importa... não mais!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Futuro

Daqui a alguns anos, bem poucos anos. Num futuro próximo que quase toca em mim, eu vejo de acordo com minhas tremulações internas. Quanto mais aumenta o frio na barriga, mas nítida torna-se as imagens que imagino. Não há restrições, há apenas os desejos e, as imagens se idealizando na minha mente.

Um lugar rústico, sem muitos detalhes, simples - não normal, diferente e ainda assim simples, doce. A latitude, ainda em branco. Sem pressa para que seja encontrada e apontada no mapa. É algo que merece um tempo especial, minha mente vazia.

O que mais está definido é o quadro, os posteres, o armário especial; sem portas ou de fato armário, as roupas estão lá, mas ele não é igual, peculiar, nada de exclusivo, mas ainda assim peculiar e especial. As capas, as cores sujas, decifrando livros. O verde musgo, lá... misterioso, esperançoso, um calmante. As grades, detalhes de mim, em cada detalhe do que é meu.

Eu mesma, em imagens muito estreitas e confusas. Um pouco de tudo que não sei. Um pouco de tudo que é complicado, mas delicioso de se imaginar. Minha paixão pelo teatro, minha obstinação, dom, loucura, dor, inqualificável, indescritível amor pelo drama. As esperanças e filosofias, as fotografias, os olhares, os sons e a alma. Uma imaginação sobre tudo que eu não sei. Tudo que eu sou, num futuro que me toca, muito próximo me arrepia.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Sobre sentir

Existe uma enorme desvantagem em ser dos dois, a pessoa que sente. Porque é você quem fala bastante, sente a ânsia de que saia tudo certo, e principalmente sente a ausência, busca os encontros.

É uma literatura tão simples, te angústia as vezes... mas te prende de uma maneira surreal. Na mente, no espírito, na alma, exatamente, onde se é tão desconhecido. Domina-nos em uma parte da qual não temos domínio. Por isso não há o que fazer, apenas deixar que chegue... se instale, cause esses vazios cheios.

A maior auto-dilaceração é tentar tornar tudo maior do que é, tentar tornar-se alguém melhor, sem ser isso por você mesmo. Não tão bonita, mas mais do que o conto, somente a realidade crua pode lhe dar algum resultado. Lhe dar algo que é de fato verdadeiro.

Cada um de nós sente e age de maneiras distintas. Cada uma das pessoas que são a nossa pessoa, é diferente. Por isso não há regra, há apenas o que sentimos. E neste caso eu sempre penso que o melhor, se o êxito for por insegurança, é arrepender-se do que não fez, do que não falou, do que do contrário. É como se fosse uma pirâmide; a cada palavra que vai e, não volta, um pilar a menos. E a cada êxito, um palmo a mais perto do chão, um palmo mais perto de não sentir a queda.

Eu sou um ser precavido por natureza, por isso, para certas ocasiões opto por dozes de vodka. Um pouco de álcool para que os relacionamentos aconteção. Mais falas, menos silêncios, as vezes é necessário. Porém, é também um cruel vilão. Só há o que você sente, então você baixa a guarda, e o não retorno ataca. Mas ai você já está muito longe do chão, a queda é longa, e dói, dói muito.

O amor é uma faca de dois gumes, sempre afiada.

não se vá

Na quinta ou sexta, no mais tardar...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Nietzsche podia prever...

ECCE HOMO, "PORQUE SOU TÃO ESPERTO", §10 (1888)
[...] Em nenhum instante da minha vida se poderá apontar um gesto pretensioso ou patético. O pathos das atitudes não pertence à grandeza; quem em geral necessita de atitudes é falso... Cuidado com os homens pitorescos! - A vida se tornou para mim leve, levíssima, quando reclamava de mim o mais pesado. Quem me viu setenta dias deste outono, em que eu, sem interrupção, só fiz coisas de primeira ordem, que nenhum homem pode repetir - ou imitar, com uma responsabilidade por todos os milênios depois de mim, não terá percebido nenhum traço de tensão, mas antes um transbordante frescor e serenidade. Nunca comi com mais gosto, nunca dormi melhor. - Não conheço nenhum outro modo de tratar com grandes tarefas, a não ser o jogo: isso, como sinal de grandeza, é um pressuposto essencial. A mínima coação, a expressão sombria, algum tom duro na garganta, tudo isso são objeçôes contra um homem, quanto mais contra sua obra!... Não é permitido ter nervos... Também sofrer com a solidão é uma objeção - sempre sofri somente com a "multidão" [...]

Livro Transvaloração dos valores.
Uma junção de trechos das abras e pensamentos de Friedrich Nietzsche.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Telescopes - O amor

Um holocausto espalhado em toda parte do ser. Estagnado, dirigido e podendo ser flagrado apenas pelo olhar, mesmo ali, estancado na cara, apenas pelo olhar. Há alguma maneira de conter?! Há alguma maneira de não ser tão doce. Mesmo simplificado, é tão misterioso. Despertando tantas coisas. Indo e voltando, um holocausto instalado, perdido, mas não sozinho.

Sabe a sensação de quando sentimos algo sobre uma fotografia, a percepção do momento, o detalhe. É estranho mas é sobre a presença, a nostalgia de uma momento "existido". Inexistente agora, mas sentido por estar um pedaço ali. A presença como um abraço, longe, mas apenas por estar no mesmo espaço, por dividir a dimensão. Quando ajusto o foco, está ali a imagem, existindo como a presença próxima, muito próxima. Do meu lado, do lado de dentro.

Não consigo parar de sentir. Nem mesmo os silêncios e o que precisa ser dito, não dito, termina ou diminui isso. Como se meu ser adorasse estes olhos. Como eles olham. Como eu me sinto, sobre o que eles me dizem em meio a tanto silêncio. Tudo que eu vejo - eu sou alguém que enxergo muito, muito no pouco. E pode ser absolutamente nada. Apenas eu, no meio desse holocausto, com a presença inexistente, nunca existida. Perdida e agora sozinha.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

De mim para mim mesmo

...talvez sejam as novas cortinas, que minha mãe comprou, são de um plastico marron escuro, um pouco hippie mas se encaixou perfeitamente na sala, no corredor e com o sorriso no rosto dela.

Algumas coisas não se pode julgar de inicio, elas as vezes simplesmente tem de acontecer, anos passando, coisas novas tomando lugar das velhas... Um sentimento sobre o outro, amizades, aniversários, futuro... Não é necessário ver isso como algo ruim, é só necessário ver, assentir, deixar passar, esperar quando algo mude de novo.

Não é como se fosse ruim, as coisas vão, tudo se vai. Só precisamos dizer adeus. E então elas vão. Não é mais como se fosse ruim, como se nada fosse vir e tomar esse lugar que ficou. Adeus e tudo fica bem. Só coisas mal resolvidas causam dor. As outras doem também, mas é diferente. É o que eu procuro pensar, uma espécie de teze, de mim para mim mesmo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

"Hey jude don't be afraid"

As vezes vejo inspiração e respostas no silêncio, derrepente ele só me traz solidão e desesperança. Em alguns momentos eu sei tudo o que preciso, e então, logo após é apenas só mais um movimento entre tantos, entre todos. Como se eu fosse boa em criar, ruim em, definitivamente, fazer.

Não há um momento certo de declínio, simplesmente acontece. Vai e volta, com a mesma frequência. Convergindo entre tudo em mim... Então, há sim um ponto. Todo o visual, os sons itinerantes e singelos, a arte visual, o design da foto, o jornal na lista, a revista estirada falando mais do que só há, literalmente incrustado em suas folhas. Os livros, por fim... o doce gosto, a porcelana, a história silente na tela.

Tudo isso só um sequencial de palavras. Pra mim meu código existencial. Meu prólogo, ali numa transição dele próprio. Nessa hora eu sei e sinto, não há um canto vazio. O que está vazio é visual, pois tudo está preenchido como deveria. No lugar que devia. E eu estou certa disso tudo!

Um portefólio, uma arte inexistente no presente. Para que eu escrevesse sobre o segundo instante, o qual tudo é confuso, eu teria de fazer desta forma. Inventando um portefólio. Porque agora ele não está presente em mim. Há sim as lembranças breves, mas eu tenho uma linha tênue, entre o que eu sou agora. E qualquer imagem ou minimo sentimento, pode trocar-me de estado, tirar deste que vê tanto sobre mim mesmo e minhas escolhas, e, por-me neste outro, onde sou tudo de incerto. Mas, todo o incerto que eu mesmo não creio/quero ser.

Há muito em mim, muito que eu quero ver, viver, sentir, ouvir, escrever. Diferenciar de tudo o que vejo, que já me atraí. Não sei o caminho onde quero chegar. Com tudo o que eu quero sentir. Por agora, só sei que quero ir pelo ir. Ir já é encantador pra mim. É só o que não muda. Há todas essas coisas e tanta gente, e eu tenho medo disso, tenho medo de ser esse eu, que derrepente crio e derrepente não crio mais.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Sobre Prólogos e Epílogos

Sob o leito, o cansaço do meu ser que treme. Os sonhos em uma relação intrínseco com pesadelos, doces e amedrontantes. Todas as minha ilusões juntas. A imagem de mim mesmo deitada, o momento de paz, sem qualquer lucidez, mas em paz. No maior auge possível de face serena.

A luz fraca, azul turquesa e, a cama, segura. Todas as minha inconpreenções, tudo que eu sinto no meu sonho, toda a lucidez que me falta. O gosto do café, muita comida, pesares de felicidade e a coragem. A pouco percebi que como me via, não me sentia.

E quando levanto tudo se vai, nada é justo. O medo de sair de casa. Medo de não ser mais, de ser muito menos. Tudo que vejo lindo, radiante, não posso mais compara-lo a mim. Meus valores inertes, doces... Ligados a penumbra, onde não á sol, não á lua, somente a penumbra, clara, escura...

Sou eu, minha inconstância assimilada, na espera, entre o meio, entre a decisão. Vivo criando minhas versões de prólogo, temendo o epílogo. Á espera de desistir ou a ponto de fazer.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Dias

Quando você se dispõe a ficar bem, sem pensar muito sobre só uma coisa, você está completamente sujeito a enlouquecer ainda mais. Quando você só observa você, simplesmente, vê tudo, o detalhe dos dias. E, são tantos detalhes no que agente fala, ainda mais no que vêmos os outros falar. As ações mórbidas, tão poucas são doces, leves... Tão pouca coisa que traz felicidade repentina e breve. A verdadeira afinal.

Toda uma dilaceração do tempo, do carinho. Á tanta beleza em acordar cedo, e assistir o jornal. Um bom jornal! Hoje em dia, tudo que está no foco não parece precisar ser muito bom - não é, no fim -. As coisas boas cada vez mais, estão destinadas a grupos seletos, de horas seletas, momentos inalterados, incomuns. Tudo o que vejo são pessoas querendo, cada vez mais, ser igual, igual a o igual. Quando o interessante está, exatamente, na diferença, no diferente, seleto, inalterada essência, o incomum.

É tão doce ler um livro e colocar nas suas palavras, as palavras dele tirada. Aproveitar o momento de dizer, de agir, de se vestir. Estar gracioso, por ser você, ser desleixado por ser você. Viver cada dia no limite de tudo o que você está sentindo. Não á nada mais incrível do que ter a certeza que você fez, disse, tudo o que tinha em você.

Ser a sua essência todos os dias, ter seus momentos, e que ele seja sempre seu. Nada é ruim verdadeiramente, nós é que somos pessimistas de mais. Acreditar faz com que agente lute sem se abater. Observar, sem absorver os outros. Sentir o momento é doce, breve e verdadeiro. Os dias só, realmente, são bons se você não se importar mais com tudo isso, com tudo que é igual. Tudo que insiste em tornar o diferente, anormal.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Instabilidade

O momento, o dia, o consumo. Seu entendimento sobre tudo, suas próprias opiniões. Todas as coisas que disse, deixou de falar, mas ainda assim, tudo o que sabe, o que sente, todo o seu conjunto. Do momento em que estava, sereno no travesseiro, até o momento em que colocou seu pé para fora do seu refúgio, então, tudo ataca.

Sabe aquilo que sente, quando, há uma instabilidade ética?! Instabilidade no estante, nas palavras, na linha de pensamento, de pessoas próximas. O quão medíocre as pessoas podem ser, o quão, inabalável é o sentido de por se no lugar do outrem, e perdoar. O quão mais nojentos os seres humanos podem ser, mais do que já são.

Crianças, machucando os outros, a o invéz de buscar quem são. Entender o real motivo de toda essa existência. Do quão valioso é o carinho, e, quão bobo é o ódio... Tudo isso pelo que pregam mediocrimente, o que incrustaram em si próprios. Causando toda essa dor, a quem vive, a quem só quer viver. A quem já descobriu o sentido disso.

Mas até nestas tempestades idiotas, iniciadas por crianças bobas, se pode tirar algo. Algo sobre o tempo, a magnitude do tempo. E sabe, ele como ninguém, é capaz de mostrar tudo, mostrar quem está a seu lado. Mostra o eu exposto, sujo.

Seres cada vez mais nojentos, fazendo tudo errado. E estão ao meu redor... Cresçam, cometam erros para descobrir quem são, mas só com o direito de machucarem a si próprios, não fação isso com os outros. Sobre mim, bom, eu sei quem eu sou... As verdades em mim, não ofendem. Mas o mundo é mentiroso de mais, e isso me enoja nele, e me enoja em vocês também. Se não puderem crescer, ao menos saiam do meu redor.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Stuck in reverse

Estou me sentindo meio invadida, uma linha atenua do ser para o não ser... Na verdade, talvez é algo maior... Do que eu tenho e do que estou perdendo de mim mesma! Estou, de todas as maneiras, tentando segurar isso. Me agarrando a cada fio. Cada lembrança e palavra. Como se, derrepente, eu descobrisse que a dor é uma parte de mim. Não é só algo que eu sinto, que faz todas as horas passarem lentas, uniformes. É sobre mim. Sobre todas as minhas palavras. A maneira como meu eu soa, é a maneira da qual eu sou com a dor. Próxima ou incrustada em mim, eu sou mais real sofrendo. Só sou eu, com ela.

Infelizmente, hoje está um dia de sol. Um daqueles dias em que ele esquenta alguns espaços, em meio ao frio. Mas, o que eu gosto mesmo são dos dias cinzas, doces e calados. E, nem mesmo pensar que estes dias passarão logo, me deixa triste. Meus deliciosos dias, se indo... Hora á hora, minuto á minuto. Não há mais, nem semanas para aproveita-los. Acho que é, pelo o que aprendi. Muitas frases e leituras me ensinaram coisas, que levarei comigo, coisas que eu nunca vou esquecer. Coisas que eu descobri, além da dor, que também me formam.

Um tempo confuso pra mim. Pior do que não estar bem é, não saber o porque do que sente ou você nem mesmo saber como está. Apenas, sentir que não é verdadeiro. Eu sempre fui frágil quanto, a os relacionamentos. Sempre foram doces e breves. O que com o tempo foi me calejando. Eu já nem mais sentia a mudança dos estados. A uniforme de sentir a dor, do não retorno. Eu simplesmente, sentia... uma após a outra. Curando com o mesmo remédio - errado, só acumulando.

Eu sabia que acumulava, que era uma cura falsa, mas eu precisava sentir. Meus dois momentos; revolta, não crença do que acontecia, e, aceitação. O prazer na minha própria dilaceração, de algum jeito.

Hoje quero que seja o meu dia do silêncio. Vou fazer de tudo para sentir algo verdadeiro. Sentir a mim mesmo, como já senti antes, e, também de uma maneira nova. Eu tenho meus ideais, minha mala vermelho verniz, com tudo o que já aprendi. Eu posso falar, mas o melhor de mim é o que eu sei, é o que eu acredito, é o que eu quero sentir e isso eu tenho calada. Por isso, hoje eu posso falar, mas vou ficar em silêncio. Não há nada que eu possa fazer contra mim mesmo, eu busquei isso. O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo. E tudo isso, apenas, por mim.

Pode parecer egoísmo, mas é só a auto-proteção, meu individualismo necessário, na busca de tudo que eu sou. Na luta 'contra' quem diz que me intende mas nunca quis saber. Minha tristeza tem a companhia da dor, de todos os meu respingos, cicatrizes, angústias. Mas minha felicidade não. O eu feliz, é sem esperança. E isso, me destrói, me isola. Não faz sentido. Como se eu não quisesse que passasse. Como se eu não quisesse superar nada. Eu estou presa ao contrário. Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Eloquência e paixão

Seguindo por um livro, algo sobre a transvaloração dos valores, segundo Nietzsche. Eu sei que agora estou sendo completamente injusta ao dizer que á muita história sendo contada - nada de histórinha, sobre história mesmo - antes de, realmente, chegar ao ponto Nietzsche - titulo qual me fez pegar este livro na biblioteca da escola.

Uma coisa na parte da 'história' me chamou a atenção. Mais precisamente este trecho "Escrevem com eloquência e paixão"... Como escrever com eloquência e paixão?! Concerteza deve ser praseroso e espontâneo. Algo que apenas a literatura não nos ensina. Nasce-se com isto. E a literatura o aperfeiçoa. Eloquência e paixão, como a vida e o frémito de um texto. O que o torna obra. Dá delicadeza. Transforma letra em poesia, história em encanto... Fascinante!!!

Realmente em mim soa verdadeiro de mais. Como ser eloquente, sem ter sentido tudo que descreve e diz. Como sentir paixão por um sentido que você não apaixonou-se. Os dotados da magnitude, da doçura e persuasão do teatro. Do verdadeiro, que sabe sentir, apenas, lendo o momento que deve ser vivido. Serão estão escritores, filósofos que escrevem com eloquência e paixão, maravilhosos amantes do teatro?! Em sua alma ressentida, maravilhosos atores dos seus momentos escritos. Isto só os torna ainda mais seres fascinantes...

Ou talvez, a introspecção de escrever, não lês dê aquela espôntaneidade na frente de seus 'leitores'. Talvez seu único palco seja a alma. Mas quem pode julgar a eficaz de um ator? A quantidade de pessoas na sua plateia... Não creio nisto, verdadeiramente.

Uma vez eu ouvi "Começar á escrever e continuar é muita sorte. Escrever para si mesmo é paixão." Talvez, escrever por si só seja escrever com paixão. A eloquência, vem dos que são atores expostos. A não eloquência fica para os que deixão sua peça para si.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Respiração ofegante


To com algumas duvidas, não sei se quero ou não. Na verdade eu preciso, deveria, mas realmente não quero. Mas não quero deixar de fazer isso só por comodismo. Porém, não é algo simples de ser desfeito depois, por isso, não sei. Gostaria de poder esperimentar e depois voltar no tempo. Então sim, decidir.

Só vim aqui escrever, porque torna muito mais fácil respirar depois daqui. Aqui é como eu quero, como eu vejo tudo. Infelizmente, esse lugar não me dá respostas... mas já é muito bom poder fazer as perguntas.

Depois disso - como já disse -, é mas fácil de respirar. É como estar, de fato, próximo do que eu sinto. Mesmo com o mundo aqui estragando isso. Não posso esquecer de algumas coisas, e este é o lugar onde lembro nitidamente de todas elas.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Relação intrínseco

Sempre que eu olho um perfil no orkut sinto essa mesma sensação de doçura. Me sinto feliz, com alguma esperança em mim mesmo. Por fim, acho que isso significa que essa pessoa tão simples e intuitiva, inteligente e misteriosa me traz inspiração.

Todas as minhas vontades não realizadas me frustram um pouco. Queria ir comprar tinta para tecido e começar a pintar algumas roupas. Queria reservar um tempo para olhar fotos, algumas imagens que despertassem minha inspiração. Mas eu estou tão bem aqui sentada, depois de um banho, esperando alguns seriados. Pelo menos ainda estou de férias, o que me enche de alivio. Completamente.

Será possível imaginar a grandeza da felicidade do auto-conhecimento?! Eu mal consigo senti-la quando á estou sentindo... É, é grande de mais. Mas, é rápida também. É algo grande e vultuoso, frágil. Em segundos um pensamento vem e acaba tudo. Mas agora você sabe, você não sente mais, mas agora sabe.

Mas o mais importante de tudo; você sabe o que traz tudo isso? O que faz você levantar e decidir que o hoje você quer estar com boa estima, aparente e internamente? Inspiração!!! Olhar imagens inspiradoras, ver pessoas inspiradoras, se auto-conhecer, ser sua auto inspiração. Aproveitar os dias doces, secos, estranhos e os amargos... Todos tornam-se bons dias, do seu jeito. Dedependendo apenas do que quer aproveitar do que você é.

Todas as coisas que carregamos conosco; as obscuras, felizes, bobas, intediantes... nenhuma delas pode ser ruim. Se Deus quisesse que fossemos perfeitos, não nós daria todos esses sentidos, entre abertos, entre encontrados, esquecidos, por fim, sentidos... Se foi ele que deu, é só a parte sobre o livre arbítrio. Não é ruim é só, livre. O que significa que é nosso o poder de decidir torna-los o que quisermos. É isso que basta para levantar de manhã. Abrir o que está sentindo, independente do que seja, da cor ou dor. Todos merecemos um dia bom, mesmo que não pareça, em um momento pode ser.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Tome conta do Brasil

Estava no twitter (@mtv_tomeconta) e não sei se vocês tão sabendo que vai rolar na MTV um debate com os candidatos a presidência nas eleições desse ano - primeiro debate politico dá história da mtv -. As perguntas que vão ser feitas pra eles são perguntas mandadas por nós, e não tenho certeza, mas acho que a plateia também, não sei bem ainda... Então, acho que vai ser do caralho! Porque tenho certeza que vão sair perguntas bem mais críticas do que técnicas, como normalmente é, e foi nos debates anteriores!

O debate vai ser 24 de Agosto, comandado pelo Cazé do noticias MTV.. O encarte é: Tome conta do Brasil - que na verdade já é um portal que ajuda a fiscalizar os candidatos, entender como funciona a política no país, publicar noções e análises, tirar todas as dúvidas sobre tudo que envolve as Eleições. Se vocês tem alguma pergunta que querem fazer: mtv.uol.com.br/tomecontadobrasil/participe. Vale muito a pena, é uma chance única de conhecer os candidatos. Deixar de lado toda essas coisa de partido, que é um tremenda besteira. É valido pra saber à que tipo de pessoas eles apoiam - são apoiados - e os seus meios de 'poder'. Pra defini-los ou suas respectivas promessas, não serve e não deve influenciar na hora de votar.

Esses dias no colégio fiquei sabendo que votos em branco e nulo, não são descartados... não sei em que momento, mais sei que esses votos são contados para o candidato que estiver na frente. Talvez seja pra parecer mais digno, ou justo por uma diferença maior de votos, algo assim. Mas, se você não confia em nem um dos candidatos não deve votar, por votar ou por partido e pá.
Mas é bom saber, de uma forma ou de outra, é impossível não se envolver. É sem duvida uma forma de censura. Mas também é uma das maiores manifestações democráticas do mundo.

É preciso também analisar o visse, ontem vi na TV que só 2% da população avalia o visse do seu candidato. Na história do Brasil 14 visses já assumiram a presidência. Por isso, se você pretende depois ter o direito de ficar puto, que seja por você ter analisado, e o FDP ser sacana e mentiroso! O que não é difícil.

Hoje esse debate é uma boa maneira de ver esses magnatas, literalmente, sem as cuecas e perucas. Eu como uma boa apólitica que sou, vou assistir pra analisar eles e criticar. Não confio em nenhum deles, mas quero ver quem eles realmente são.

- Pra tirar alguma duvida sobre politica e etc... twitter.com/mtv_tomeconta ou formspring.me/tomeconta

segunda-feira, 19 de julho de 2010

"Eu viverei para glória dos pesares..."

Estou em um daqueles dias de auto afirmação,- talvez pela chuva, pelas horas passando rápido quando necessário, ou as férias - mas é um pouco estranho, mas ainda assim é um dos melhores sentimentos. Estranho porque ontem foi um dia deplorativo; ego, expectativa, sonho, amor, tudo na carne, e então, tudo se foi.

Já senti algo como aquilo à pouco tempo, mas ontem foi menor, mais calmo, menos violento, mas ainda assim, eu senti. Foi doloroso, e por algum motivo hoje eu estou assim; me sentindo bem. Sem o vazio dos pesares do passado, sem o nada que senti da outra vez.

De algum modo, pode ser que seja - mesmo eu achando que não - que eu tenha mudado um pouco, mesmo depois do dia parecer confirmar o contrário, talvez eu realmente tenha. E bom, não sei explicar, é como se derrepente, depois de tanto me enganar com isso, o que eu sentia pode me mostrar algo que eu ainda não havia visto. Destruindo toda aquela ilusão, finalmente soprando-me as palavras e sentidos certos.

Nada do que eu pensar, mudar em mim, nada do que eu martirizar, vai mudar os olhares não atribuídos, os abraços não dados, as brigas mensais - á anos não feitas -, os passos trocados, a nova desconcentração antiga... Hoje eu sinto como nunca senti, e nem sei bem o que é isso. Eu não sei bem quem eu sou.

O que eu sei, é que algo mudou em mim. Se durará pra sempre, duvido muito. Talvez isso venha só após essa dor, que sinto quando acontece naquele lugar, dessas maneiras, com aqueles sons. Se for isso, mesmo sem saber de muita coisa, eu ainda sei de algo. Sei que se for assim, nessas condiçoes, por esses motivos, então sim eu tenho certeza, nunca mais, sentirei isso.

terça-feira, 13 de julho de 2010

I love Rock'n'Roll

Breve, violento, doce, poderoso. Dor, raiva, certeza, confusão, mudança, revolução. Não posso, não consigo definir isso. Talvez dizer que é uma alma jovem, sedento por revolução. E tudo que uma alma jovem tem é indestinado, cheio de vontades incontroláveis, de amor e ódio, de raiva e doçura. Tudo incrustado, correndo para alcançar, gritando para ser ouvido.

As imagens definem muito, tantas imagens quase como se cantassem. Ah, aquelas bandanas, camisetas, os rasgos, as taxas, a cor do esmalte preto. Pra mim, é como fechar os olhos e estar em um sonho. Eu realmente não quero explicar o que é Rock'n'Roll, não posso rotula-lo. Definir um algo que me liberta? Iria contra tudo que ele é. Tudo que eu sou.

Eu amo o Rock'n'Roll, pela sua alma, pelo caminho, pelas cores, pelas imagens, pelas roupas, pela emoção, pela musica, e principalmente pela liberdade. Porque não é só voz, é alma, é o grito. O grito com milhões de ecos. Os ecos não só hoje, não só de um dia, os ecos de todos os dias, os ecos da eternidade...

Vida longa ao Rock'n'Roll... Os ecos da eternidade serão nossa alma, agora exposta. E todo dia será dia do Rock, dia do que eu não sei definir, dia do que eu só sei sentir e amar.

sábado, 10 de julho de 2010

Som e fúria

Os tropeços no tapete, o vazio da TV, o som atrapalhado das pessoas, o que eles não sabem. Essa fúria parece maior do que é... Quantos socos na parede... Eu não sei da onde está vindo, se sempre tive, se é novo, se é passageiro ou, derrepente, sou eu. Talvez, tudo que está guardado mas também não sei porque agora. Estou trancada e quero que minhas coisas permaneçam também.

Eu estou tão próxima do caminho mais bonito. Só espero, melhor, quero que ele seja tudo o que espero. Eu gosto de verdade de como tudo está, mas as vezes, as pessoas me distanciam disso - sem perceber. Tornam meus sonhos perdidos, indistintamente por culpa minha, como se eu fosse um filtro, e sou a parte que reserva as impurezas, essas que poluem meus sonhos, eles deixam de ser ímpetos, já são fragéis, e então se vão junto a luz.

Mas a musica ela transforma tudo tão facilmente, sou só eu, ela e o mundo que ela cosntroi. É como estar sorrindo na chuva ou naquelas luzes coloridas. A bateria papapa na minha cabeça é como sinos de salvação. Os vocalistas estão tão livres soltando sua alma, aleatoriamente em códigos, cifras, letras saídas de uma tarde de café e inspiração. Uma bicicleta, um campo de algo que parece trigos, ou, uma passarela de pedra, e então, água. Não sei se parece certo, mas é o que vejo nesse som, no som que ouço agora. E claro, os gritos, as letras, e o som da salvação ou menos cordial; o som do sentido, da emoção, do alívio.

Minha lucidez torna-se menos presente a cada escrita, no meu caderno também é assim. Minhas letras antigas eram mais certas, corretas... Sou eu e tenho medo disso. Mas é preciso como todo o resto, como encarar o mundo, buscar, perder, se perder... e com os dias, com as imagens e os sons, se encontrar. Talvez, parte dessa fúria seja parte da não lucidez que se atenua cada vez mais, que já vinha se instalando de vagar, calma. Não sendo mais parte de um dia apenas, mas parte de cada parte de mim, de todos os meus sons e minhas imagens. O som que ouço agora é a fúria de todos os meus dias.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

We all want to change the world

Depois de ler um texto da Pitty sobre o documentário Botinada, é como se estivesse explodindo para dizer algo; Todas as vezes que assisto filmes sobre revolução, liberdade, direitos. Todas aquelas ideoligias da epóca em que os jovens verdadeiramente reivindicavão suas verdades. Quando eram impedidos de fazer tudo que os fazia feliz, o que acreditavam. Nessas horas, eu sempre sinto como se estivesse esperando muito. Aquela vontade de mudar tudo, ou, mudar a mim mesmo, conhecer a mim mesmo, pra então conseguir mudar qualquer coisa ao redor.

Acho que ainda não provei todas as essências. É como se eu quisesse fazer algo, mas ainda preciso sentir o gosto de todo resto. Só assim, eu iria saber que é aquele gosto que me agrada mais. Mas eu sei, ainda ando muito fraca pra fazer isso, o que não é desculpa, pra falta de coragem. Só que, pra alguém que nem consegue beber pra caralho sem vomitar, transformar a si mesmo, e os outros, parece tarefa indestinada.

Já que eu toquei no assunto, - o ocorrido do final de semana - preciso dizer que, talvez, o fato da minha memória ser nítida, pode-se dizer que ainda tenho algo a perder. Então, pode ser que não seja tão difícil. Sabe, não é como se não soubesse mais nada, eu ainda sei quem eu sou. Á uma briga constante com seu eu interior. Mas na verdade é sempre brincadeira, só que, derrepente, é como se fosse sério. E então...você está de castigo. Isso pode não parecer, mas é um bom sinal, é idiota e horrível ver que não tem controle sobre si mesmo, mas é bom ver que você ainda é capaz de reprovar a sí mesmo. Você ainda tem qualquer credito sobre você, porque você ainda sabe o que é ruim, o que você não queria ter feito.

Mas qualquer coisa sobre mudar o mundo é difícil, ou, as pessoas. É tão simples enquanto está tudo na nossa cabeça; quero fazer isso, usar isso, dizer isso, gostar disso. Mas quando saímos, quando é lá fora, as coisas verbais são fáceis. Mas e quanto a atitude? Será possível mudar tudo apenas com palavras? Sem a atitude crua? O quanto precisamos sofrer, para então sentir que ninguém vale a pena, o que eles dizem não significa nada, nem eles sabem o que são, e o que acham ser parece sujo, parece nada.

Seria tão mais fácil se a revolução me levasse como um vento...alcança-la é exaustivo, completamente difícil, ou, pelo menos que essa sensação de comodismo se fosse. Então eu me forçaria a mudar, por mim mesmo. Mas sair do descanso pode me transformar. Pensando assim parece ser o certo. Parece ser exatamente o caminho certo, talvez seja isso. Afinal, we all want to change the world. Mas está tão bom sentado, sinto calos nos pés, não posso levantar agora, preciso concertar minha aza quebrada e descansar. Hoje não dá.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Péle

A decadência instruturada. Tudo que leva você ao chão, a balançar...até cair pra frente. A vontade insistente de comer doce. De todas aquelas peças que são tão lindas. As formas, as linhas da costura. Botoes, como eu, amo, os botoes. Principalmente, aqueles medievais - parecem ter vindos militarmente da Inglaterra. As flores, todos os tecidos em que elas estão incrustadas me chamam, com vozes doces...

Aquela moça do cabelo verde, tudo o que gosto em mim se parece com ela. A, eu queria esse mundo. Ele se parece tanto comigo. Eu gostaria de saber quem roubou minha coragem de busca-lo. Eu preciso que todas as janelas se fechem, sem zumbidos. Eu não posso acreditar em algumas coisas, eu não sei, eu não sei. Todos, falando, sem dizer nada, pelo menos eu, não os entendo.

Hoje, é como se tudo estivesse a flor da pele. Minha instabilidade abalada, meus sonhos inacreditáveis. Tudo que me constroí, destruído, desacreditado. Eu já tentei usar á mim mesmo, mas, sou menos forte do que achei. Não posso acreditar agora, tudo que me falam, eu não posso acreditar.

Sem mentiras, eu talvez adore me sentir assim. Assim sinto que sou eu. O estado de criação, dor, mortificação, desesperança. Tudo na flor da minha pele. Na flor de tudo que pode me construir, e, eu posso ser. Tudo limpo, minha alma limpa, sem esconder o que á nela, eu prefiro assim.

É como se a escuridão do mundo, ligasse uma luz dentro de mim. Como se o mundo voltasse a dormir um pouco mais, para mim acordar. É desse eu que gosto, desse eu que fujo. E talvez, o que procuro todos os dias.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Well, that's all right, mama. That's all right for you!

Eu tomei um café e estava no twitter quando vi algumas reportagens. E elas me fizeram refletir sobre algo; deveria existir, - ou, pode ser que já exista - um curso para mães que tem filhos veganos. Uma criança, adolescente, ou, qualquer um que ainda depende da mãe para a sua alimentação, tem muita dificuldade se sua mãe não compartilha das mesma idéias, ideais dele.

Eu acho frustrante ter que observar cada coisa dentro da comida, - principlamente as que levam algum tipo de molho - pra ver se não á nada suspeito ali. Esse tipo de escolha exige muita independencia própria, principalmente se ela não vem da herança dos pais. É dificil estar independente ainda dependendo.

Eu, as vezes, acho que minha mãe vai infiltrar carne em alguma comida, escondido. É claro, ela não faria isso por mal. Penso, que ela ainda não acredita totalmente em mim. É um pouco ruim, mas o sentimento, de todo sentido que isso tem pra mim, me faz acreditar em mim e isso basta, completo e totalmente.

terça-feira, 29 de junho de 2010

"Watch things on vcrs, with me and talk about big love I think we're superstars, you say you think we are the best thing"




Gostei só isso!

Um tablete e meio de preguiça

Tenho decisões a tomar hoje, decisões as quais já tomei. Espero que eles esqueçam as demagogias e 'valores', e as entendam. Tenho que confessar, saber que sentirei algo tão real, doloroso, me instiga. Seria decepcionate descobrir que é apenas um impulso, por existência, não seria certo, não seria eu, não seria feliz.

Ainda á neblina agora de manhã, radiantemente acho que o sol não vai bater na minha janela hoje, nem causar reflexo no meu computador. É tão bom essa sensação de começo que só sentimos logo de manhã. Não quero perder essa coragem, esse medo do não medo, da vontade de sentir algo, sentir algo só meu -ando divagando muito sobre isso. Mesmo que eu só descubra se isso é bom, ou, não quando não haver mais volta.

O dia de hoje pode me causar confusão, por isso, me sinto meio preguiçosa, com vontade de não sair de casa, aqui está seguro agora. Não quero perder minha esperança, costumo demorar muito para fazê-la se agarrar na minha alma. Mas eu sei... sou desesperançosa o suficiente para passar por isso. Está tudo certo, é bom sentir isso, escolher o caminho e não ele á você.

Perdoem-me minha inscontância, no que diz respeito a escrever sobre mim, eu não deveria escrever nada! Porque oque eu mesmo sei sobre mim é muito pouco, é muito pobre.

sábado, 26 de junho de 2010

Verão passado

Me de o verão passado,
E eu te darei minha felicidade.
Não quero perder suas almas
Não mais!

Todos esses gritos
E problemas, são só negocios
No fim todos nós somos amigos
Não importa nada,
Nada que ja passou.
Só nossas lembranças,
Nossas esperanças,
Nossos verões...

Susurros abtam nossos sonhos a noite.
Temos que ser rapidos,
Não temos mais tanto tempo.
Não temos o tempo de antes
Nem ao menos somos os mesmos.

Este lugar onde estamos
Não nos quer de perto.
Somos só algo
Algo que vaga
Por ruas diferentes,
Com caminhos diferentes.

Oque eu peço?
Quero atalhos,
Quero que sejamos aquilo,
Tudo que fomos a um tempo atraz.
Em um passado, no verão passado.
Onde eramos felizes.

Me de o verão passado,
E eu te darei minha felicidade.
E eu serei feliz,
no passado feliz, com suas almas.

This is it

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!

Desculpe, além da minha já iscsofonia na voz - que poderia piorar, eu também não posso gritar aqui em casa, então...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

(Grey's Anatomy) Where The Wild Things Are


- Achei que já tinha terminado a uma hora.
- Só estou adiantando essa papelada.
- Que se acumulou durante a competição, acredito.
- Soube disso?
- Soube do Otis Sharon, e dos US$1.200 gastos nos testes
desnecessários que pediu.
- Pois é. Eu perdi. E infernizei um homem sem razão.
Fui a pior médica com os piores instintos, e merecia
perder. Nem sei porque entrei nessa competição boba.
- Então não preciso dar sermão.
- Deveria. Você pode. Mas não precisa
- Bom.

- Stevens
- Sim, senhor
- Em meu ano, perdi por 2 pontos
- Você...
- Não inventaram a competição, a competição é uma briga de leões. Então anime-se, erga seus ombros, ande com orgulho, pomposamente, não lamba sua feridas, celebre-as.
As cicatrizes que tem são sinais de uma competidora. Está numa briga de leões Stevens. Só porque não ganhou, não significa que não saiba rugir. Boa noite.
- Boa noite, senhor.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Dromomania Mesto

Distraidamente reparo em algumas ruas, lembro de sentir o momento e me dou conta de que está tudo longe, e que só sinto a mim mesmo. Mas ainda tenho a sorte de poder observar belas vistas, pinheiros moldados no horizonte cinza, e algumas ruas sonoras, onde se pode ouvir a musica pedindo que dance com ela...

A cada passo uma nova esperança, então, outro passo e a desesperança. A liberdade das paisagens sussurrando - está tudo bem, um pouco de coragem é necessário para não desmoronar diante do vento contrário, a terra é delicada como o refúgio do seu travesseiro. Sentir o rosto nela não dói, talvez seja só isso que precisa, sentir, sentir qualquer coisa -.

A rua pode ser muito grande. Pode ser difícil o esperar, pode não haver bancos, nem ao menos luzes. E no fim, o último passo signifique o despertar, estar cansado pode tornar difícil o sonhar. Pode fazê-lo ansiar pelo concreto, essa vida de permissões errantes, derrepente parece errada.

Ingênuamente fico fraco, minha necessidade é dolorosa, mas fraca de mais nessa rua. Nem mesmo os sussurros me erguem da escuridão, das escolhas do outrem. As vontades operadas em mim, logo não me pertencem, pois mesmo escolhidas sentirei o vazio de cada dia. Em cada rua que passar, vou esquecer-me de observa-las docemente, mas lembrarei que não é nelas que gostaria de vagar.

sábado, 12 de junho de 2010

Eat

Esse mundo é tão estranho e confuso quanto o outro, mas é realmente óbvio que eu me encaixo melhor neste, qualquer um se sentiria dessa maneira. Do que eu falo? Do mundo para o qual viemos quando descobrimos, ou quando finalmente criamos coragem para não querer fazer tudo pelos outros. Um mundo onde tudo que importa é estar feliz ou mesmo triste, mas estar dessa maneira por você, com você, sendo você feliz, sendo você triste, apenas isso, sem mais, sem ninguém mais. Só você.

É adorável estar de colete xadrez por pura vontade, escolher a blusa verde, simplesmente por que ela tem essa cor, simplesmente porque você prefere. Escolher um caminho diferente, porque o que ele fará você sentir é totalmente diferente do que você faria antes, antes quando o mundo era sua carga. Um caminho, que agora que o mundo é seu escoro, pode te mostrar que isso não é ruim, é só mais um passo. E logo, logo você e ele serão exatamente você e ele, dois, sem escoros, sem cargas.

Eu adoro polainas, tecido argyle, o seriado skins, e bobamente quero mudar o mundo sem ter um pingo de coragem. A única coisa que fiz pelo mundo até hoje foi comprar lâmpadas econômicas e virar vegetariana. Mas não colocaria isso na coluna de coragem, eu nasci para fazer isso, descobri uma parte daquilo que chamam de "seu caminho" - não incluam as lâmpadas nessa curta divagação -. Então, todas as coisas que eu gosto, que eu faço, que eu falo, que eu escrevo, somente são reais porque eu troquei de mundo, o meu olhar "vidamente" falando é tão particular que posso amar as pessoas pelo simples fato de serem elas, sem escalas, sem restrição! Isso me atraí instantaneamente. Eu adoro pessoas diferentes e estranhas daquele mundo, porque neste elas se encaixam perfeitamente.

Mas eu me sinto na total obrigação de desfazer algumas fantasias, já que este mundo é repleto de verdades e com elas, ele fica tão doloroso quanto o outro nunca será! É fácil de explicar e entender, nós somos repletos de tudo que odiamos, aqui, é só isso que á, você frente a você. Se perdendo e se salvando. Por isso, se não houver á vontade não á volta. Á muita neblina e as coisas que sonha, estão todas distantes, são como são, são reais.

E sabe, eu gostaria de estar comendo um sanduiche com miojo e batatas fritas agora, mas não posso, não se eu quiser acordar bem amanhã. Então, quero dizer que se puder comer isso agora, coma. Porque eu quero muito e não posso. Sabe, é mais difícil quando as coisas são por você. Acredite! É fácil errar quando faz pelos outros, e muito complicado ser por você, porque é tão seu que não á vontade em você que possa estar acima disso.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Antecedencia

Sabe aquela síndrome de falta? Aquilo que sentimos quando estamos longe à tempos, ou, apenas longe das pessoas. E então sentimos profundamente, lá na alma, aquele amor, amor verdadeiro que sentimos por elas, nem consigo demonstra-lo aqui, quero dizer quando eu falo de amor é realmente amor, imagine o amor mais verdadeiro que já sentiu, o amor que te emociona, mesmo lembrando de momentos bobos, simples, fortes, momentos amigos, momentos que fazem você sentir a dor no peito.

Só sinto isso, agora. E hoje é só mais uma típica quarta-feira, quarta-feita de dor, de saudade, saudade das únicas pessoas pelas quais você se pega abraçando seus próprios braços de tanta falta, que você sente uma dor tão profunda, que só seus rostos e suas lembranças são capazes de causar, é a antecedencia de tudo que pode vir.

Uma dor pelo pouco tempo de distância, prevendo a possível dor que o futuro trará a dor maior que as horas, dias, anos... é, é com muita emoção que eu digo anos. Está tão longe e próximo, me abraçando enquanto eu estou sem eles. Tento solta-la de mim com suas breves e mais recente lembranças, preciso sentir que eles ainda estão aqui, que ainda posso abraça-los quando quiser. Que essa dor é tão real apenas pelo fato do nosso laço ser forte tanto quanto. Eu preciso acreditar!

Seja horas, dias, ou cidades que nós separam eu os tenho incrustados na minha alma, com o amor mais verdadeiro, como um lindo e doce presente do destino e de Deus. É um laço de amor tão forte, que as lonjuras e ausências não conseguem destruir.

domingo, 23 de maio de 2010

Eu sou brasileiro, Renato Russo


Hoje não dá
Hoje não dá
Está um dia tão bonito lá fora
E eu quero brincar

Mas hoje não dá
Hoje não dá
Vou consertar a minha asa quebrada
E descansar... (Os Anjos)

Quero irmãos e irmãs
Deve de ser cisma minha
Mas a única maneira ainda
De imaginar a minha vida
É vê-la como um musical dos anos trinta
E no meio de uma depressão
Te ver e ter beleza e fantasia... (Vamos Fazer Um Filme)

Vem depressa pra mim
Que eu não sei esperar
Já fizemos promessas demais
E já me acostumei com a tua voz
Quando estou contigo estou em paz
Quando não estás aqui
Meu espírito se perde, voa longe... (Sete Cidades)

Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos distantes de tudo... (Tempo Perdido)

sábado, 22 de maio de 2010

Skin

Eu quero sentir a dor. Aquela dor certa, dor absoluta da alma, porque eu não sinto nada e eu preciso, tanto, sentir algo. O destino pode ser tão cruel, eu sei que amanhã é algo inevitável que a dor que sentirei por tudo isso não estar aqui será horrível mas não tenho medo. Preciso sentir essa dor, só assim sentirei todo o resto, só assim eu estarei próxima de mim, do real.

Essas manhãs em que acordo cedo mostram-me tantas coisas, conversam comigo, tentando me dizer algo, mas eu não as intendo, apenas sinto que uma parte de mim muda a cada nova 'conversa' que temos. Mas eu necessito de mais realidade. Necessito da desesperança que a realidade proporciona. Porque eu não sinto. Estou vendo tudo, sofrendo de leve. Mas quero isso, incrustado, cravado na minha pele, para que eu sinta cada arrepio do medo, soluço do desespero, cada centímetro da inesistencia
que o vazio traz corroendo meu peito.

Quero sentir que minha alma é forte o bastante para estar de pé. Preciso sentir que ela existe, e que mesmo depois de toda dor ela ainda tem sentido. Preciso saber quem eu serei depois da dor, mesmo tendo a certeza de que sentirei saudades de que eu era, mas só sentido isso eu estarei mais perto de mim. Do contrário, estarei para sempre, cegada pela neblina.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Woodstock 69

Encontrei algumas fotos de woodstock 69, o qual eu queria muito ter ido.

O festival exemplificou a era hippie e a contra cultura do final dos anos 1960 e começo de 70. Trinta e dois dos mais conhecidos músicos da época apresentaram-se durante um chuvoso fim de semana para meio milhão de espectadores, entre os dias 15 e 18 de Agosto de 1969 na fazenda de 600 acres de Max Yasgur na cidade rural de Bethel, no estado de Nova York, Estados Unidos.

Apesar de tentativas posteriores de emular o festival, o evento original provou ser único e lendário, reconhecido como uma dos maiores momentos na história da música popular.


Provocou congestionamentos imensos, bloqueando a Via Expressa do Estado de Nova York e transformando Bethel em "área de calamidade pública". As instalações do festival não foram equipadas para providenciar saneamento ou primeiros-socorros para tal multidão, e centenas de pessoas se viram tendo que lutar contra mau tempo, racionamento de comida e condições mínimas de higiene.


Ainda assim, em sintonia com as esperanças idealísticas dos anos 60, Woodstock satisfez a maioria das pessoas que compareceram. Mesmo contando com uma qualidade musical excepcional, o destaque do festival foi mesmo o retrato comportamental exibido pela harmonia social e a atitude de seu imenso público.

Sexta-feira, 15 de agosto; Richie Havens, Swami Satchidananda, Sweetwader, Incredible String Band, Bert Sommer, Tim Hardin, Ravi Shankar, Melanie, Arlo Guthrie, Joan Baez.

Sábado, 16 de agosto; Quill, quarenta minutos para quatro músicas, Keef Hartley Band, Country Joe McDonald, John Sebastian, Santana, Canned Heat, Mountain, Grateful Dead, Creedence Clearwater Revival, Janis Joplin com a The Kozmic Blues Band, Sly & the Family Stone, The Who, Jefferson Airplane.

Domingo, 17 de agosto para Segunda, 18 de agosto; The Grease Band, Joe Cocker, Country Joe and the Fish, Ten Years After, The Band, Blood, Sweat & Tears, Johnny Winter e seu irmão, Edgar Winter, Crosby, Stills, Nash & Young, Paul Butterfield, Blues Band, Sha-Na-Na, Jimi Hendrix.

Adendo: E falando nisso, esse ano vai rolar o tal de SWU chamado de woodstock brasileiro, dizem que ele vai ser todo voltado pra sustentabilidade, o que é bem legal. Vai ter Linkin Park, Pixies, Incubus e Dave Matthews Band, dias 9, 10 e 11 de outubro, em Itu, interior de São Paulo. Espero que tenha muita lama e gente pelada, hahaha.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Divagação

Fora do seu corpo. Sendo o que quer. Livre. Continua a ser preto e branco, no meio de todo o colorido, mas, é livre e verdadeiro. Viajando entre a multidão, tantos rostos distintos, maneiras diferentes de se vestir, de camuflar-se. Alguns chegam a ser interessantes até misteriosos, não o bastante. Alguns são faceis de decifrar, faceis de desinteressar, infelizmente.

Dizem que jovens saem a noite a procura de românce, musica e inspiração. No meu caso dificilmente volto pra casa satisfeita, talvez eu possa salvar apenas uma vez, mas não foi nada duradouro. Como parte dos meus amores. E sabe, liberdade de mais sufoca. É mas uma daquelas coisas que estranhamente parecem impossiveis, até que aconteça com você.

Mas posso diser que dessa maneira sobra mais tempo para nos olharmos. Até que piramos ao ver quem somos, ou nos perdemos mais ainda descobrindo o que não queremos ser, e quem estamos nos tornando. Isso se chama liberdade? Talvez seja adolescência ou as duas juntas, a própria iroxima inflamada. Porém, não sei se isso seria melhor infrentado em outro estado se não o da liberdade, se podem me intender...

Perfeitamente além do que eu mesmo sinto, é dificil se descobrir e se perder. Mas é dificil não se encontrar também, ficar perdido por tanto tempo pode ser solitário, talvez, necessitamos que alguem nos encontre, ou necessitamos encontrar alguem preto e branco nesse colorido sufocante.
Alguem que viva e veja algo mais além da dependência de todo o resto. Alguem diferente mas parecido com nós.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Lonely tuesday

Me frustro ao perceber minha tamanha perda. Vendo o vento, os tempos, passando. Precisando de uma mudança, daquela liberdade que vejo nos filmes. A esperança. Eu não consigo encontra-la. Tudo isso dentro de mim é uma incógnita, uma desgraça estúpida.
O quão normal e humano isto é? Aborrecimentos narcisistas.

Muito espaço, muita cor, muita luz, muitas pessoas...se eu fosse um artista, aqueles artistas realmente com dom, eu estaria no ponto. Na beirada entre loucura e dor, desilusão e desesperança e, enfim, a criação. O poder de tudo que é novo, tudo que á de mais absorto na nossa mente, intenso, livre, puro.

Por isso essa normalidade me assusta tanto. Não consigo aceitar essa ideia de normalidade. Esse eu é pouco de mais, isso que vejo é pequeno de mais. Não alcanço nem mesmo com a ponta dos pés, como se já não pudesse me guiar sozinha. Odeio a ideia de um escoro, da necessidade. Odeio esse não sentido de tudo, tudo vazio, medíocre, cego, incompleto.

Todos no vazio e todos felizes. Talvez ver tudo isso não seja um privilégio, querer algo além da materealização dos nossos olhos. Destrutivo mas consolador por não parecer uma medíocre qualidade humana, aliás, nem perto, completamente distinto. Atrativamente anormal.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Condensassão

Eu preciso escrever algo rapido, acordei bem cedo, horas antes da hora do meu curso de violão, mas acabei vindo aqui só agora que já estou quase atrasada.

Um café, uma torrada, jornal na tv. Um dia que começou certamente diferente dos outros.
The xx - Stars, Tiê - Quinto Andar, pra você que precisa de uma motivação pra levantar ou mesmo só pra começar o dia por mais tarde que seja, são duas musicas que ajudaram.

Sólido, nublado, terminei de ler uma história de um livro agora poco. Ajudou a me atrasar (risos).

Talvez eu continue esse post depois que voltar, queria falar mais algumas coisas mas to preocupada com a hora, não quero ficar correndo pela cidade as nove e meia da manhã, sendo que já vou ter que fazer isso a tarde.

"Meu amor porque eu te chamo assim - se você nem lembra de mim..."

domingo, 4 de abril de 2010

Absorto


Tomar um bom café, essa doçura de um domingo, sem paz. Apenas algumas horas antecedendo a desestabilizante segunda-feira.

Toda paz, todo verde, esperança. Tomar uma sopa agora e, talvez, amenizar essa azia de uma tarde de páscoa. Arroz, faz bem, um cereal sem dúvida majestoso. Sopa de arroz, deliciosamente maternal. Algo na TV parece musical, nada comparado a bons programas mas não deixa de ser doce.

Eu vi margaridas hoje e com elas uma vontade imensa de tê-las. Eu poderia abraça-las. Quase como um calmante, confortante, esperançosas, quase sorridentes...
Me molhar vestindo um vestido branco, tomar banho de vestido branco, que vontade! Uma estranha vontade.

Um navio distante num lugar profundo, longe, vazio. Um mar de incertezas, compensações... flores distantes desfocadas, fotos de dias passados. Nada disso preenche. Só á o vazio, um enorme vazio [...]

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Inconstância

Algo que eu sentia constantemente, que me sedetarizava, dilacerava, permanentemente. Como se nunca fosse capaz de partir. Me dominava a cada nova história, cada milímetro de memória, de sentido, de sobriedade. A cada dor sem sentido. Desespero por ausência, a impotência da não existência, o medo, a escuridão da não realidade, neblima do real, do mais real possível. Essa instância entrelaçada, amarrada, a essa pergunta, a essa inconstância essa não certeza. Tudo que eu sentia, o que eu não queria, e, depois queria sentir. O muro entre ser aqui dentro e não ser ali fora, a fraqueza do não controle, a imaginação da não existência, tentação do não ser, achando, que é! O colapso do desprezo, o desespero da dor, de novo, a impotência, o fim, de todo, de tudo, da inspiração, do restante da única coisa que existia. A frustração de começar algo e mudar tudo. O ódio da persistência, o medo do esquecimento, da dilaceração, que dor, que dor. Porque tudo esta, esta exatamente assim. Não á fim, pois eu continuo sentindo e não é nada disso. É algo que minha alma esquece, ela mesmo tem medo de sentir, como eu, ela jamais me contará tudo. O que é isso, toda essa perdição, tudo isso que se tranca em breves momentos e de repente vira toda essa desolação, frustração, sentimento sem fim, sem nada, sem nada, sem dor... é sentido eminente, um instante que está fechando tudo, provisório ou permanente. É só uma dúvida, como cada dia de todo esse sentimento. Uma inconstância, despertar mas sentir a escuridão, como se ela nunca ouvesse passado.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Só mais uma TOP 5

Eu estava sem fazer nada resolvi olhar um site que eu usava pra baixar episódios de séries, á um tempo atraz. Acabei olhando algumas antigas, que já nem passam mais, ai que saudade! Me deu muita saudade, só de ler as sinopses dos episódios... por isso resolvi fazer uma homenagem, pela minha saudade, e pela qualidade das séries, incomparaveis (pelo menos para mim). Então série maníacos, ou não, ai vai um TOP 5 das minhas séries preferidas, que já não passam mais. buuuuuuuuuuah ;(

Pushing Daisies: Doce, palavra que define completamente essa série. Adorava muito ela, minha paixãosinha. Me preparava todas as terças para uma vontade constante de comer doce e torta, sem esquecer dos telefonemas do Rafa (L). Teve só duas temporadas, com poucos episódios por sinal. E eu ainda preciso ver os três últimos. Quem nunca assistiu ta perdendo um série linda e fofa de mais.

The O.C: ou Olci para os intímos UHAUHA (piadinha interna). Não preciso nem falar muita coisa! Uma dos melhores seriados concerteza! Incrível todo drama de serie e a realidade que ela mostrava, ai que aperto no coração.

Verônica Mars: Unânime, minha preferida, das preferidas. Sou muito louca por essa série, mesmo! Adorava toda sutilesa da Verônica (Kristen Bell) eu sentia algo diferente a cada novo episódio. Quem nunca assistiu, vale muito, muito a pena.

Friends: Analôgica, um clássico. Sem dúvidas, se não á, uma das melhores séries já feitas, com 10 temporadas, passou pela adolescência de milhares de pessoas, e apesar do tempo continua sendo completamente P-E-R-F-E-I-T-A aos olhos de todas as gerações.

Gilmore Girls; AMO essa série, era muito, muito legal! Eu gostava muito, tudo era fofo. Até hoje não assisti todos os episódios, e cada vez que eu assisto sinto muita saudade. ;(

domingo, 7 de março de 2010

"Diga - me o que tu pensas e 'Eu' direi quem tu és"

Qual é a supremacia dos homens, eles tem realmente esse poder de definir com quem devemos andar ou não. Como tiram conclusão de um outro, mas a sí mesmo eles podem definir. Á uma definição para bom e mau!? Á alguem totalmente bom...? Como alguem tirando toda a 'beleza' de um outro pode ser bom? Como posso andar com alguem assim?

”Diga-me com quem tu andas e Eu direi quem tu és"
pessoas tem muito mais entre paredes de pele em seu cérebro, muitas diferenças. Nem um ser é capaz de concorcar totalmente com a linha de pensamento de um outro, "Diga-me o que tu pensas e 'Eu' direi quem tu és" isso sim é valido. (Desconsiderando o fator de que sou muito menos do que um mero mortal e JAMAIS terei o poder de definir "o que tu és", aliás nem um de nós tem ou terá. A algo muito maior que isso.)

Propriamente essa supremacia que já 'nasceu' em 1534, em um ato do parlamento inglês para que Henrique pudesse obter a anulação do seu casamento com Catarina de Aragão, pois Henrique tinha-se apaixonado por Ana Bolena. E claro, o rei não queria ter a sua "dignidade, título ou nome" colocada a prova. Então dessa forma, esse tal Ato de supremacia (que caiu como uma luva) burlaria sua traição. E o deixaria cometer isso , seila quantas vezes, sem perder o posto de homem mais digno de respeito do reino. ( O que essa supremacia não garantia era que ele conseguiria deitar no seu travesseiro e dormir a noite.)

quinta-feira, 4 de março de 2010

Coisas que eu gostaria de ter...


Ankle boot.

Xícara com desenho dos Beatles a caixinha do yellow submarine, melhor ainda se comprada em Liverpool (pessoalmente).

Toca de croche vermelha perfeita!

Esse especialmente minha cidade é que deveria ter, café pra viajem (me lembra o seriado Gilmore Girls).

Por ultimo, sweater de tecido argyle (esse de triângulos).

terça-feira, 2 de março de 2010

Oito, três, dois, cinco, dezessete

São duas e dezessete, eu preciso acordar cedo amanhã, mais precisamente oito e meia.
Tenho que ir até o banco com meu pai, fasso isso sempre, no terceiro dia útil, uma vez por mês, a três meses. To sem sono, e ficar tanto tempo na internet fez ela ficar monótona. ;(

As aulas não parecem melhorar, definitivamente, nunca me enforcei tanto pra tornar um dia melhor quanto me esforço nas três horas que passo, cinco dias por semana na escola, algo totalmente diferente mas com uma mesmice, cortante.

"Vivemos esperando, dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos para traz..."

domingo, 28 de fevereiro de 2010

“Não matarás” (Êxodo 20:13)

“Tudo o que vive quer viver.” Frase de Francisco Assis, era um
jovem italiano deixou sua marca no mundo respeitando a vida.
Mas essa "frase feita" é só mais uma das milhares que eu poderia
por aqui, pra tentar provar uma tese. Destruindo assim um conceito
que as pessoas criaram atravez dos anos, que seria extinto,
se estudado, ou apenas com uma magra pesquisa. Não é preciso
de carne para nos mantermos saudaveis.

"Livre-arbítrio é a crença ou doutrina filosófica que defende que a pessoa tem o poder de escolher suas ações." E a escolha pelo vegeterianismo nada mais é que livre-arbítrio, sem duvida! Uma questão de escolha. Desde que sem desculpas para fazer o que faz, financiar o que financia. Desculpas são para culpados, não acha certo, NÃO FAÇA! Não é dificil, se realmente se interessa por essa causa, "forma de vida" apenas uma dose de força de vontade basta! Oque não basta é ser só consciente, é preciso agir!
Se você, um dia, por uma vez que seja, já se questinou em comer carne, bom, então é hora de parar. Ou tentar, adquirir um tempo de teste para sí mesmo, pro seu corpo, porque também não dá pra parar de uma hora pra outra.

Queria escrever alguma coisa sobre o que eu senti de mudança até aqui. É que depois que você acredita definitivamente na sua causa e reconhece em sí mesmo o esforço disso, a sensação de ser alguem melhor é, indescritivel.
Sou totalmente contra, a querer fazer as pessoas virarem vegetarianas, isso sendo forçado é praticamente impossivel de acontecer, antes de tudo tem que ter seus próprios motivos. Também não acho certo, porque eu não como carne fazer as pessoas ao meu redor, se sentirem mal ao comer perto de mim. Isso de ficar fazendo nojinhos cada vez que alguem perto de você comer carne, é um tipo orripilante de pré-conceito, destruição da liberdade de cada um, de censura já nos basta!!! (escolhas, escolhas)
Só respeitando você é respeitado.

"E claro não é facil, todos olham diferente para alguem que decide sair do padrão."
É bom estar em contato com pessoas que podem dar uns conselhos ou algum tipo de incentivo, eu visito sempre www.vista-se.com.br lá tem linkado muita coisa e muitos outros sites, receitas, uma infinidade de noticias.

"Fale apenas se eles quiserem ouvir."

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Sexta - feira

Hoje eu acordei bem cedo, já tinha esquecido como era bom,
ainda mais com esse friozinho. Vem irverno, vem logo!
Doces dias de casaco e coisinhas quentes pra tomar. Falando nisso,
levantei coloquei um casaco, calça de moletom e meia, acho que o dia de hoje vai ser bom..

Liguei a TV e assisti alguns clipes bem legais, um que eu recomendo
é só instrumental, eles tão em Nova York, caminhando, derrepente
começam a tirar a roupa, é bem louco, vai do cult á comédia, faz
parecer que o dia vai ser bom. Não lembro o nome da musica,
por isso não consigui achar link pra por aqui.

Bom hoje é sexta, então, acho que é dia de socializar com as pessoas
mais lindas do mundo, meus amigos! E só pra constar, a escola já ta me enchendo.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Nova perspectiva

I feel the salty waves come in
I feel them crash against my skin
And I smile as I respire because I know they'll never win
There's a haze above my TV
That changes everything I see
And maybe if I continue watching
I'll lose the traits that worry me

Can we fast-forward to go down on me?
Stop there and let me correct it
I wanna live a life from a new perspective
You come along because I love your face
And I'll admire your expensive taste
And who cares divine intervention
I wanna be praised from a new perspective
But leaving now would be a good idea
So catch me up on getting out of here

Taking everything for granted but we still respect the time
We move along with some new passion knowing everything is fine
And I would wait and watch the hours fall in a hundred separate lines
But I regain repose and wonder how I ended up inside

Can we fast-forward to go down on me?
Stop there and let me correct it
I wanna live a life from a new perspective
You come along because I love your face
and I'll admire your expensive taste
And who cares divine intervention
I wanna be praised from a new perspective
But leaving now would be a good idea
So catch me up on getting out of here

More to the point, I need to show
How much I can come and go
Other plans fell through
And put a heavy load on you
I know there's no more that need be said
When I'm inching through your bed
Take a look around instead and watch me go

Stop there and let me correct it
I wanna live a life from a new perspective
You come along because I love your face
and I'll admire your expensive taste
And who cares divine intervention
I wanna be praised from a new perspective
But leaving now would be a good idea
So catch me up on getting out of here

It's not fair, just let me perfect it
Don't wanna live a life that was comprehensive
'cause seeing clear would be a bad idea
Now catch me up on getting out of here
So catch me up I'm getting out of here

New perspective - Panic! at the disco

Não tenho nada pra falar, mas queria dizer alguma coisa, e essa foi a primeira musica que eu ouvi hoje depois que acordei. Pareceu se encaixar bem.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Let it be

Mal passou e já não aguento mais ouvir; o ano só "começa" agora, que besteira! Eu propriemente odeio quando usam essa frase, todos agindo como se tudo girasse em torno de comércios voltando ativa, pessoas retornando das férias, o fim dos dias dormindo a tarde, fim dos horários alternativos, conversas, de não ter nada pra fazer. Sem mais qualquer tipo de propósito de felicidade por menor que seja. Passou o carnaval ai vem vindo nosso inferno astral.. E alguns ainda conseguem agir como se isso fosse bom.

Mas como uns caras já disseram um dia, Let it be...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

My sweet grandma

Cinco da manhã, doce Luci vestiu seu sweater e foi caminhar, a neblina ainda estava ali, disposta a acompanha-la. Essa era a hora preferida de Luci, ela não precisava se esconder.
Sentou-se em um banco na sua cafeteria preferida, tomou seu café preferido. Ela ouvia algo, era um som baixo mas inconfundivel, Beatles!? Luci tinha em sua bolsa verde uma foto de Paul, ela amava os Beatles mas ainda mais ao Paul. Se vestia como uma garota dos anos 80, talvez, por ter uma alma daquele tempo.
Luci fechou os olhos assim que o vento passou por ela, balançando lentamente sua saia preta, entrando na falha da costura de sua meia calça... Doce Luci.
Voltou a sua casa, deitou-se na sua cama e levantou de pijama para tomar um café com sua doce avó.